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Gartner Magic Quadrant 2026: BI além dos dashboards!

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O Gartner Magic Quadrant para Analytics e BI Platforms é a análise anual que avalia os principais fornecedores do mercado. Este ano, confirma uma mudança que já vínhamos a sentir no terreno: uma plataforma analítica já não se mede apenas pela capacidade de criar dashboards ou distribuir relatórios.

Mede-se pela capacidade de dar contexto e controlo a agentes de IA que já não se limitam a responder a perguntas: recomendam, decidem e executam.

O próprio relatório aponta as forças por trás desta mudança:

A governação, antes aplicada sobretudo a dados e modelos, estende-se agora às decisões automatizadas dos agentes de IA, que têm de ser explicáveis e auditáveis.

O crescimento da inteligência em tempo real permite que a analítica deixe de olhar apenas para o passado e passe a suportar decisões no momento em que os dados acontecem.

E tecnologias como camadas semânticas e ontologias tornam-se essenciais para que as respostas de IA sejam consistentes e fiáveis, e não apenas plausíveis.

Em suma, a oportunidade está em transformar o BI numa base governada para acelerar decisões. O risco está em automatizar sobre dados, métricas e processos ainda fragmentados.

Microsoft e Qlik surgem como líderes, com abordagens diferentes: uma mais integrada num ecossistema tecnológico; outra mais aberta e associativa, pensada para ambientes de dados heterogéneos.

Nos projetos que acompanhamos, esta escolha raramente se decide apenas por funcionalidades. Decide-se pela arquitetura que a empresa já tem e pela ambição que tem para a IA. Uma organização fortemente investida em Azure e Microsoft 365 tende a ganhar mais com o Power BI e o Fabric, ao simplificar uma arquitetura já existente. Uma organização com múltiplas clouds, sistemas legacy ou forte necessidade de explorar dados sem caminhos pré-definidos tende a encontrar na Qlik uma resposta mais flexível.

gartner magic quadrant 2026

Microsoft Power BI: integração como vantagem central

A força do Power BI está na sua presença no mercado e na integração nativa com Teams e Excel, que acelera a adoção. Com o Microsoft Fabric, reúne engenharia de dados, armazenamento, Business Intelligence e IA numa única plataforma.

Pontos fortes:

  • Integração com o ecossistema Microsoft, facilitando a adoção em organizações que já trabalham com Azure, Microsoft 365, Teams e Excel.

  • Uma comunidade ampla de utilizadores, parceiros e profissionais certificados, que facilita o acesso a competências e suporte.

  • Uma plataforma integrada, onde dados, analytics, inteligência em tempo real e IA podem evoluir de forma coordenada.

  • Uma estratégia orientada para dar mais contexto à IA, através do Fabric, do OneLake e da evolução dos modelos semânticos.

Atenções a ter:

  • Quanto maior a dependência do Fabric, mais os custos, a arquitetura e a evolução do Power BI ficam ligados à capacidade da plataforma.

  • O consumo de funcionalidades de IA, como o Copilot, exige acompanhamento para evitar impacto na performance e na previsibilidade de custos.

  • A facilidade de criar workspaces, dashboards e relatórios pode gerar duplicação de conteúdos e métricas inconsistentes. Sem políticas de ciclo de vida, ownership e certificação, a confiança nos dados degrada-se rapidamente.

Qlik: flexibilidade através da exploração associativa

A Qlik distingue-se pelo seu motor associativo, que permite explorar dados sem percursos de consulta pré-definidos. Esta capacidade é útil tanto para utilizadores como para agentes de IA que precisam de descobrir relações, identificar exceções e validar respostas.

A plataforma combina análise conversacional, automação e previsão, com flexibilidade para operar em cloud, on-premises ou em ambientes híbridos.

Pontos fortes:

  • Exploração associativa, permitindo analisar relações entre dados sem ficar limitado a filtros ou caminhos de análise previamente definidos.

  • Capacidade de combinar análise conversacional, automação e previsão numa mesma plataforma.

  • Flexibilidade para integrar diferentes fontes de dados e operar em ambientes cloud, híbridos ou on-premises.

  • Uma abordagem de IA orientada para dados estruturados e não estruturados, com capacidade de apoiar respostas, alertas e ações.

Atenções a ter:

  • Sem um ecossistema cloud próprio, a Qlik pode ficar em desvantagem em estratégias de consolidação tecnológica lideradas por um único hyperscaler.

  • Organizações com uma estratégia lakehouse baseada em consulta direta devem avaliar o impacto da camada in-memory em duplicação de dados, caching e ingestão.

  • A liberdade de escolher entre vários modelos de linguagem exige governação clara sobre que modelos são usados, com que dados e segundo que regras.

A plataforma não é o problema, nem a solução!

O Gartner Magic Quadrant não é uma tabela de classificação nem uma recomendação de compra. A pergunta certa não é “qual é a melhor plataforma?”, mas “qual se adequa à nossa arquitetura, competências e ambição de IA?".

Em qualquer dos casos, é a qualidade dos dados, a definição de métricas, seja revenue, margem, serviço ao cliente ou outro indicador crítico, e a camada semântica que determinam se as decisões são realmente mais rápidas, ou apenas mais automatizadas.


Na F5tci, ajudamos organizações a avaliar esta escolha, a implementar Power BI, Microsoft Fabric e Qlik Cloud, e a construir a camada semântica e a governação que tornam os dados fiáveis para pessoas e para IA.

Quer perceber qual arquitetura faz mais sentido para a sua organização? Marque uma conversa de 30 minutos com a nossa equipa.