Durante anos, o dashboard foi a metáfora central do BI e dos dados.
Construir um bom dashboard era sinal de maturidade analítica. A plataforma era o produto, e saber navegá-la era uma competência valorizada.
O centro de gravidade do BI pode estar agora a começar a mudar e provavelmente não da forma que muitas organizações esperavam. Com o crescimento do MCP (Model Context Protocol), dos agentes de IA e das interfaces conversacionais, a pergunta mais importante já não é como apresentamos os dados. A pergunta passa a ser: conhecemos realmente o significado dos nossos dados?
As mais recentes evoluções em plataformas como a Qlik Cloud e o Microsoft Fabric reforçam precisamente esta direção. O lançamento do Qlik MCP Server, do Qlik Answers, das experiências agentic da Qlik e a crescente aposta da Microsoft em Copilot, semantic models e agentes sobre o OneLake apontam para uma mudança clara na forma como os utilizadores irão interagir com dados empresariais: menos navegação manual, mais contexto, mais linguagem natural e maior dependência de modelos semânticos governados.
Algo está efetivamente a mudar nesta relação. Não de forma repentina, mas de forma suficientemente estrutural para merecer atenção de qualquer organização que invista seriamente em analytics.



