O Gartner Magic Quadrant para Analytics e BI Platforms é a análise anual que avalia os principais fornecedores do mercado. Este ano, confirma uma mudança que já vínhamos a sentir no terreno: uma plataforma analítica já não se mede apenas pela capacidade de criar dashboards ou distribuir relatórios.
Mede-se pela capacidade de dar contexto e controlo a agentes de IA que já não se limitam a responder a perguntas: recomendam, decidem e executam.
O próprio relatório aponta as forças por trás desta mudança:
A governação, antes aplicada sobretudo a dados e modelos, estende-se agora às decisões automatizadas dos agentes de IA, que têm de ser explicáveis e auditáveis.
O crescimento da inteligência em tempo real permite que a analítica deixe de olhar apenas para o passado e passe a suportar decisões no momento em que os dados acontecem.
E tecnologias como camadas semânticas e ontologias tornam-se essenciais para que as respostas de IA sejam consistentes e fiáveis, e não apenas plausíveis.
Em suma, a oportunidade está em transformar o BI numa base governada para acelerar decisões. O risco está em automatizar sobre dados, métricas e processos ainda fragmentados.
Microsoft e Qlik surgem como líderes, com abordagens diferentes: uma mais integrada num ecossistema tecnológico; outra mais aberta e associativa, pensada para ambientes de dados heterogéneos.
Nos projetos que acompanhamos, esta escolha raramente se decide apenas por funcionalidades. Decide-se pela arquitetura que a empresa já tem e pela ambição que tem para a IA. Uma organização fortemente investida em Azure e Microsoft 365 tende a ganhar mais com o Power BI e o Fabric, ao simplificar uma arquitetura já existente. Uma organização com múltiplas clouds, sistemas legacy ou forte necessidade de explorar dados sem caminhos pré-definidos tende a encontrar na Qlik uma resposta mais flexível.

